Apontamento sobre as tabernas de Torres Novas
Em 1907 haveria, no concelho de Torres Novas, e com base nos licenciamentos existentes, cerca de 166 tabernas, sendo o maior número na cidade. Como diz João Carlos Lopes, «constata-se a natureza urbana das tabernas». Eram 67 nesse mesmo ano.
A quantidade de tabernas e a sua importância social justificavam plenamente que a Câmara Municipal de Torres Novas levasse a sério o “Código de posturas” relativas a regras impostas aos taberneiros, como «Não fazer uso de torneiras metálicas nas vasilhas de vinagre», fechar os estabelecimentos às 9 da noite, impedir o jogo, proibir a venda volante de bebidas alcoólicas, etc., havendo coimas para todas as eventuais desobediências.
Em 1997, quando o Município publica a obra «As últimas tabernas de Torres Novas», ainda restavam 10 tabernas na vila: a “taberna da Ti’Emília” (rua Entre-Fábricas), a “taberna da Zeferina” (Rossio do Carmo), a “Adega operária” (rua da Corrente ao Ral), a “Adega regional” (Rua da Trindade), a “taberna do Léu” (travessa da Fonte), a “taberna Chamó” (largo de Santo André), a “taberna moderna” (travessa do Correio Velho), a “taberna da Júlia” (travessa do Forno), a “Adega Real” (rua Comandante Ilharco), e a “taberna do Manel Francisco” (Cerrada Grande).
Referências:
LOPES, João Carlos, As últimas tabernas de Torres Novas. Torres Novas: Câmara Municipal de Torres Novas, 1997
SANTOS, António Mário Lopes, Anais do Município de Torres Novas (1850-1910). Torres Novas: Município de Torres Novas, 2017, p. 483 [deliberação da câmara relativa ao Código de Posturas, de 25 de julho de 1907]
MMCR N.º 4184 – «Composição do artesão Joaquim Paiva representando o interior de uma taberna, com as suas partes (balcão, pipas, arrumos, retrete) e cenas típicas de taberna (jogo de cartas, jogo da malha, cantigas à mesa, etc.)» [ficha de inventário]

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