Lapas, lavadeiras do rio Almonda
No princípio do século XX, não havia máquinas de lavar roupa nem torneiras de água canalizada dentro das habitações das pessoas comuns. O rio era um recurso inestimável para uma série de funções, incluindo as tarefas domésticas. Esta fotografia faz-nos recuar até uma época em que a roupa se lavava no rio e se estendia por perto, onde desse mais jeito. Eram as mulheres que se dedicavam a esta difícil tarefa, mais árdua no inverno, quando era preciso mergulhar as mãos na água gelada.
Vemo-las em plenas funções, de joelhos a ensaboar e esfregar a roupa, ou inclinadas sobre a água, a enxaguar uma peça para tirar o sabão. O muro da casa, ao fundo, parece ser o estendal perfeito. Imaginamos os homens nos campos, dedicados ao trabalho da terra, enquanto na aldeia elas lavam e estendem a roupa ou vão buscar água à fonte. A mulher de avental que passa junto ao portão da casa, com um cântaro na cabeça e um outro à cintura, preso pelo braço esquerdo, poderá ter vindo do largo do Poço. Uns passos à frente, um homem divide a carga com o burro que segue mais atrás. É um dia normal de trabalho, em Lapas.
Fotografia de Cipriano Trincão (1874-1933), princípio do século XX, Arquivo Municipal de Torres Novas.

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