No Museu Municipal Carlos Reis, celebramos no passado dia 8 de Julho os 35 anos da cidade de Torres Novas.
Foi na reunião plenária de 8 de julho de 1985, durante a III legislatura (1983/1987) e na sua 2.ª sessão legislativa (1984/1985), que a Assembleia da República aprovou a lei de elevação de Torres Novas a cidade. A promulgação do documento tem a assinatura do Presidente da República, António Ramalho Eanes, e de Mário Soares, primeiro-ministro, que o referendou.

A iniciativa da proposta de elevação de Torres Novas a cidade ficou a dever-se ao Partido Comunista Português (PCP), que a formalizou em 22 de junho de 1983, com entrada na mesa da Assembleia da República às 16h45 desse dia. O grupo parlamentar comunista fazia referência à antiguidade histórica da vila e ao foral de D. Sancho de 1190, ao “triângulo de desenvolvimento com Tomar e Abrantes”, à zona de influência direta de Torres Novas alargada aos concelhos de Alcanena, Golegã e Entroncamento, e “atingindo também os de Vila Nova da Barquinha, Chamusca e certas zonas de Tomar e Vila Nova de Ourém”, “à excelente localização de Torres Novas”, “ponto de convergência entre o Sul, as Beiras e o norte do Ribatejo”, concluindo com as referências à indústria então instalada e à “importante rede comercial da vila”.

A elevação das vilas portuguesas a cidade tem conhecido um processo curioso. Às cidades históricas, a ditadura militar e o Estado Novo acrescentaram apenas 7 novas cidades, isto em muitas décadas. São as cidades, poucas dezenas, que muitos portugueses reconhecem como aquelas que podiam localizar nos mapas da escola primária até 1974.

Depois, em todo o resto da década de 70 do século XX só duas novas cidades surgiram, Torres Vedras e Amadora, ambas em 1979. O grande surto da criação de cidades deu-se na década de 80, com a elevação de cerca de 40 vilas à categoria de cidade. No dia em que Torres Novas foi promovida, nasceram também as novas cidades de Rio Maior, Vila Nova de Famalicão, Santo Tirso, Santa Maria da Feira Ponte de Sôr, Peso da Régua, Olhão, Montijo, Amarante e Águeda.

Na década de 90, mais algumas dezenas de cidade foram criadas, entre elas as vilas ribatejanas de Alverca, Entroncamento, Almeirim, Cartaxo e Póvoa de Santa Iria e ainda Fátima e Ourém, do distrito de Santarém, mas da antiga província da Beira Litoral. Na década de 2000, foi elevada mais uma vila ribatejana, Samora Correia, entre mais um vasto de conjunto de elevações a cidade. Portugal tem hoje perto de 170 cidades, com uma população que vai dos 1987 habitantes (Meda) aos 500 mil de Lisboa.

No distrito de Santarém, as vilas que primeiro foram elevadas à categoria de cidade foram Tomar, a primeira, em 1844, depois Santarém, em 1868 e Abrantes, em 1916.

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