Há 230 anos, os torrejanos protestaram contra a poluição
No Senado Municipal, na sessão do dia 11 de abril de 1792, fora apresentado um protesto dos moradores da vila contra a poluição que grassava no rio Almonda. Denunciava o povo torrejano que os resíduos de tinta despejados para o rio, provenientes da fábrica de estamparia de chitas, de Henrique Meuron e David Suabe, estabelecida em 1783, prejudicavam as águas que se destinavam aos gados e aos moinhos de pão. Nesse sentido, a Câmara deliberara que os administradores da fábrica estavam obrigados a tomar providências para a resolução do problema, como a extração das tintas para local próprio a construir que não o rio.
Legenda:
(1) fólio 15 da acta da sessão do Senado de 11 de abril de 1792. AMTN, livro de atas, 1791-1795, liv. n.º 213.
(2) Edifício onde esteve instalada a fábrica de Henrique Meuron e David Suabe. AMTN, Fototeca, cx. 30, n.º 4203.

Festividades da Páscoa e da Semana Santa em Torres Novas – I parte
A Semana Santa é, no calendário cristão, o período que decorre entre o Domingo de Ramos e o sábado antes da Páscoa, e que evoca a paixão e morte de Cristo. Joaquim Rodrigues Bicho, em «A Igreja em Torres Novas no século XX» explica com pormenor como eram as celebrações desta importante festa da Igreja em Torres Novas que, durante muitos anos, se realizaram na Igreja da Misericórdia (as cerimónias estavam a cargo dos irmãos da Misericórdia), onde se encontrava a imagem do Senhor Morto, fazendo-se então a procissão do Enterro. Por exemplo, para 1921, o autor descreve o conjunto das cerimónias que incluíam a bênção dos ramos, várias missas solenes (Domingo de Ramos, quinta-feira santa e Domingo de Páscoa), lava-pés, sermão do Mandato, matinas e laudes (quinta-feira santa); Paixão, Adoração da Cruz, Missa dos Pressantificados e sermão da Paixão, matinas, laudes e sermão da Soledade (sexta-feira), bênção do Lume e da água batismal e missa de Aleluia (sábado de Aleluia), procissão eucarística no templo (Domingo de Páscoa).

Carlos Reis fez várias digressões internacionais. Em 1922, numa dessas digressões, viaja para Buenos Aires com o filho, João Reis. Durante a estada, que se prolonga por dois meses, ambos participam em algumas exposições, entre elas, a exposição da “Comisión Nacional de Bellas Artes”.
Nessa permanência na Argentina pinta retratos de diversas personalidades e, na mesma altura, o governo argentino adquire a tela “Limpando Cristais” para o Museu Nacional de Belas-Artes. O Jockey Club de Buenos Aires compra a tela “Os Gaiteiros”, ambas reproduzidas nas imagens.

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