Apontamento sobre as tabernas de Torres Novas
Em 1907 haveria, no concelho de Torres Novas, e com base nos licenciamentos existentes, cerca de 166 tabernas, sendo o maior número na cidade. Como diz João Carlos Lopes, «constata-se a natureza urbana das tabernas». Eram 67 nesse mesmo ano.
A quantidade de tabernas e a sua importância social justificavam plenamente que a Câmara Municipal de Torres Novas levasse a sério o “Código de posturas” relativas a regras impostas aos taberneiros, como «Não fazer uso de torneiras metálicas nas vasilhas de vinagre», fechar os estabelecimentos às 9 da noite, impedir o jogo, proibir a venda volante de bebidas alcoólicas, etc., havendo coimas para todas as eventuais desobediências.

 
Carlos Reis foi homenageado em sessão solene na Sociedade Nacional de Belas-Artes em fevereiro de 1933, por ocasião da sua jubilação. A propósito dessa homenagem o seu amigo Fidelino de Figueiredo escreveu o seguinte, referindo-se à obra «Garrafão vazio»:
«Uma tarde, à hora jovial do passeio sob as arcadas do claustro, certo frade bem-humorado, talvez um bernardo de Alcobaça, pôs a concurso o tema seguinte: “Qual a passagem mais triste da Bíblia?”

 
Até ao final de julho, continuam os trabalhos arqueológicos na Villa Cardilio. Esta campanha insere-se no protocolo de investigação estabelecido entre o Município de Torres Novas e a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, através da UNIARQ. Participam nesta fase do projeto estudantes da FLUL e voluntários locais, sob a coordenação científica do arqueólogo Victor Filipe.
(Campanha Villa Cardilio 2022/semana 3)

 
Marcar o ritmo do verão
Em pleno verão, com as escolas de música e as bandas do concelho a caminhar para as férias, apresentamos este metrónomo, que decerto ditou o ritmo de muitas melodias.
O metrónomo é um aparelho que indica um andamento musical, através de impulsos sonoros, emitidos por um pêndulo oscilante. Usado no estudo e na interpretação musical, indica a cadência e o compasso a seguir pelo músico. Este exemplar de metrónomo mecânico, da Maëzel, é de fabrico alemão e comercialização francesa, do início do século XX.
Integra o acervo do Museu Municipal Carlos Reis com o número de inventário 3805.

 
O Orfeão Torrejano, do padre Maya dos Santos, surgia em Torres Novas em 1923/24 sob orientação daquele que viria a ser conhecido localmente pelas suas crónicas no Almonda – plenas de ironia e crítica social e política –, mas também enquanto músico. A primeira fase da existência deste agrupamento musical duraria até 1931, para renascer em 1946, com a enorme força e pujança das suas mais de 100 vozes masculinas. O fim do grupo chegaria uns anos depois, por doença do fundador, em 1955.

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