Esta escultura, representando Nossa Senhora da Conceição, está patente no núcleo de arte sacra do nosso museu desde 1996, passando muitas vezes despercebida devido à sua pequena dimensão. Da história desta peça sabemos quase nada, apenas a curiosidade que foi descrita no inventário, aquando da sua incorporação: «Apanhada numa cheia do rio Almonda»...
Em Portugal o culto à Senhora da Conceição acontece desde o século XVII, no reinado de D. João IV, época em que foi proclamada padroeira de Portugal, por bula papal. No dia de hoje, 8 de dezembro, a Igreja Católica comemora o dia da "Imaculada Conceição de Maria, Mãe de Jesus" (Nossa Senhora da Conceição).

Musealização da Central Hidroelétrica do Caldeirão – Torres Novas // Recolha de memórias e testemunhos dos trabalhadores

Continuamos com a recolha de mais testemunhos orais de trabalhadores/as para conhecermos melhor os processos, funções e dinâmicas laborais da central.
Desta vez tivemos a sorte de contar com o testemunho de Julieta Lourenço e as suas muitas histórias dos tempos passados na Central.
Aqui fica parte da conversa:
" Eu (Julieta Lourenço) e a minha colega (Luísa Cambé) estávamos no escritório. Entrava-se para o escritório central e depois no piso de cima, divididos por vários outros compartimentos estavam os gabinetes com as máquinas para fazer mapas estatísticos, mapas de vencimentos, lançar as existências de armazém e os mapas contabilísticos. Muito desse trabalho passava por mim... À terça-feira havia mercado e as pessoas aproveitavam para vir pagar a luz... À terça-feira havia sempre muita gente... Naquele tempo (anos 1970) praticamente a vida da vila era a indústria e quem trabalhava nas companhias fabris, a central, a metalúrgica (Nery), a fiação... "

“Tenho muitas saudades... Nesse tempo quando se via uma nova rua iluminada pela primeira vez era como se estivesse lá um bocado de nós... do nosso trabalho..."

(Julieta Lourenço, Torres Novas, 81 anos, escriturária da Central)

Hoje, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, lembramos a torrejana Maria Lamas (1893-1983) cuja vida e obra foi dedicada à luta pelos direitos das mulheres, pela Liberdade e pela Paz.


Embora quase todos os projetos editoriais de Maria Lamas (enquanto autora, editora, tradutora e fotógrafa) tenham sempre como fundo e intuito a luta pela visibilidade da condição feminina, pela igualdade e pelos direitos das mulheres, destacamos a produção e a edição de "As Mulheres do Meu País" (1948), obra de referência sobre a condição da mulher portuguesa na década de 1940.

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