Musealização da Central Hidroelétrica do Caldeirão – Torres Novas // Recolha de memórias e testemunhos dos trabalhadores


Continuamos com a recolha de mais testemunhos orais de trabalhadores/as para conhecermos melhor o funcionamento da central, suas dinâmicas laborais e sociais. Desta vez, tivemos o grato prazer de conversar com Eduarda Silva que connosco partilhou as suas muitas memórias:

" (...) Apesar de minha minha passagem pela Central não ter sido muito duradoura como trabalhadora, a Central marcou toda a minha vida, pois quando eu nasci (1940) já meu pai lá trabalhava, de modo que, as minhas primeiras memórias é de em miúda andar a brincar no jardim da central... para mim, todos os trabalhadores e eu, éramos como se fossemos uma família. Meu pai, esteve presente desde o início da empresa como encarregado técnico. Em Torres Novas era conhecido como o "Sr. Vasco da Central" e ainda deve haver quem se recorde dele. Foi admitido em 1934, conheceu os princípios da firma e os primeiros proprietários e não havia máquina nenhuma, mecanismos e motores que ele não conhecesse ao mais ínfimo detalhe. A central era a sua vida. Estudava ao pormenor os mecanismos, fazia apontamentos técnicos e, efetivamente, naquele tempo, a prioridade era que as máquinas nunca parassem, nem avariassem, e se houvesse uma avaria, tinha de se saber como reparar.

Já chegou ao Centro de Documentação do nosso museu o catálogo da exposição "Azul e ouro: Esmaltes em Portugal da Época Medieval à Época Moderna”, que decorreu no Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), no Porto, entre 29 de julho e 31 de outubro de 2021.
Esta exposição, comissariada por Ana Paula Machado, revelava peças produzidas entre os séculos XII e XIX - vários "tesouros nacionais” de coleções portuguesas (como, por exemplo, o tríptico da Paixão de Cristo do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo) e internacionais.

O artigo «Villa Cardílio (Torres Novas); resgatando o passado, construindo o futuro», sobre o projeto de investigação UNIARQ-Município de Torres Novas que está a decorrer na Villa Cardilio, foi publicado na revista Al'Madan, n.º 24, que foi lançada no dia 9 de dezembro no Museu Nacional de Arqueologia.

Esta revista é editada pelo Centro de Arqueologia de Almada (CAA), desde 1982, sendo o n.º 24 viabilizado pelos protocolos plurianuais celebrados com a Associação dos Arqueólogos Portugueses e as empresas Arqueohoje e Neoépica, a que se juntaram os apoios pontuais da Câmara Municipal de Almada e da Câmara Municipal de Oeiras.
A revista já está à venda (10 euros), podendo ser adquirida por encomenda diretamente junto do Centro de Arqueologia de Almada, que oferece os portes de correio para todo o território nacional.

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