É no piso superior do Museu que se encontra instalado o núcleo dedicado à arqueologia, cujas primeiras intervenções remontam, em Torres Novas, ao princípio do século.

Os materiais revelam a enorme riqueza arqueológica do concelho, e abarcam um vasto período que se inicia no Paleolítico e vai até à romanização.

A diversidade das peças expostas demonstra que a presença do homem no território hoje torrejano, além de remontar a tempos muito antigos, foi contígua e ininterrupta até aos nossos dias.

Esta exposição pretende mostrar aos torrejanos e aos visitantes que no concelho de Torres Novas existem inúmeras estações arqueológicas de diferentes períodos, donde provém a generalidade das peças expostas.

Núcleo expositivo dirigido à história de Torres Novas e seu concelho. Através de peças tipologicamente variadas, pretende-se ilustrar o percurso histórico vivido pelas sucessivas gerações que ocuparam o espaço territorial correspondente à área definida pelos limites concelhios que conhecemos hoje.

O percurso inicia-se com peças datadas da Alta Idade Média e termina nos inícios do séc. XX, apresentando os múltiplos aspectos que pontuaram a vivência quotidiana das populações

Dedicado ao pintor naturalista Carlos Reis, nascido em Torres Novas em 1863, o actual núcleo é composto por 30 obras do autor.

As obras expostas são exemplificativas da dupla qualidade de paisagista e retratista de Carlos Reis, revendo-se nelas a predilecção do pintor para retratar aspectos do quotidiano da vida campestre.

Carlos Reis, Mestre Carlos Reis, como era conhecido, nasceu em Torres Novas a 21 de Fevereiro de 1863, oitavo e último filho de João Rodrigues dos Reis e de Maria de Jesus Nazaré Reis. Fez a instrução primária em Torres Novas e, ainda bastante jovem começou a revelar a sua arte em esboços e desenhos, desenvolvendo talentos que o levariam à sua inscrição em 1881, na Escola Superior de Belas Artes, em Lisboa.
Concluído o curso em 1889, obteve do Estado uma bolsa de estudo que lhe permitiu seguir para Paris para frequentar a Escola de Belas Artes e os ateliers dos mestres mais considerados. Em 1887, já em Portugal, toma posse da cadeira de Paisagem na Escola de Belas Artes de Lisboa, onde é jubilado e nomeado professor honorário em 1933.
Carlos Reis foi um pintor notável pela sua aptidão para transmitir luminosidades. Trabalhador incansável, pintou numerosos quadros, alguns de grandes dimensões, como os painéis decorativos da Sala de Baile do Hotel do Buçaco e um retrato de D. Carlos, que se encontra no paço de Vila Viçosa. Outra obra de relevo encontra-se na Sala do Senado do Palácio de S. Bento. Pintou também retratos da realeza e nobreza contemporânea, bem como cenas da vida quotidiana do povo português nos seus aspectos típicos, bodas e festas. São disso exemplo, Uma Saúde aos Noivos, a Talha Vidrada e o Primeiro Filho. A sua pintura, cheia de luz e cor, é sobretudo inspirada na natureza, como se pode admirar por exemplo, em Raios de Sol Ardente e Pôr-do-Sol.
Mas, se Carlos Reis foi um pintor popular, é também considerado o mágico do branco, para comunicar as transparências da luz, em expressões inigualáveis, como as de Primeira Comunhão, Asas e Comungantes.
Fundou o grupo Ar Livre, antecessor do Grupo Silva Porto, onde se reuniram muitos dos seus discípulos, entre eles o seu filho, o pintor João Reis de quem foi mestre. Exerceu o cargo de director do Museu Nacional de Belas Artes e depois do Museu Nacional de Arte Contemporânea (1911 - 1914) onde está amplamente representado. Em 1940, ano da sua morte, foi-lhe concedida a Grã-Cruz da Ordem de Santiago e, em 1942, é atribuído o seu nome ao Museu Municipal de Torres Novas.

O núcleo de arte sacra instalado num dos pisos do Museu Municipal é ilustrativo da riqueza do património artístico do concelho de Torres Novas. Está dividido em três alas distintas (fotografia, estatuária e pintura) que se unem em torno do lema que estrutura este núcleo.

As obras presentes são todas oriundas de casas e templos do concelho de Torres Novas.

O contributo da Santa Casa da Misericórdia de Torres Novas, na cedência de algumas das peças expostas, foi fundamental para a reunião de um espólio artístico indiscutivelmente valioso, e que muito prestigia o Museu e a cidade.

Espelho das colecções mais significativas do museu, os núcleos expositivos foram concebidos, e organizados, visando a caracterização de Torres Novas, e das suas gentes, desde a Pré-história até aos nossos dias.

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