Musealização da Central Hidroelétrica do Caldeirão – Torres Novas // Recolha de memórias e testemunhos dos trabalhadores

Continuamos com a recolha de mais testemunhos orais de trabalhadores/as para conhecermos melhor os processos, funções e dinâmicas laborais da central.
Desta vez tivemos a sorte de contar com o testemunho de Julieta Lourenço e as suas muitas histórias dos tempos passados na Central.
Aqui fica parte da conversa:
" Eu (Julieta Lourenço) e a minha colega (Luísa Cambé) estávamos no escritório. Entrava-se para o escritório central e depois no piso de cima, divididos por vários outros compartimentos estavam os gabinetes com as máquinas para fazer mapas estatísticos, mapas de vencimentos, lançar as existências de armazém e os mapas contabilísticos. Muito desse trabalho passava por mim... À terça-feira havia mercado e as pessoas aproveitavam para vir pagar a luz... À terça-feira havia sempre muita gente... Naquele tempo (anos 1970) praticamente a vida da vila era a indústria e quem trabalhava nas companhias fabris, a central, a metalúrgica (Nery), a fiação... "

“Tenho muitas saudades... Nesse tempo quando se via uma nova rua iluminada pela primeira vez era como se estivesse lá um bocado de nós... do nosso trabalho..."

(Julieta Lourenço, Torres Novas, 81 anos, escriturária da Central)

Hoje, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, lembramos a torrejana Maria Lamas (1893-1983) cuja vida e obra foi dedicada à luta pelos direitos das mulheres, pela Liberdade e pela Paz.


Embora quase todos os projetos editoriais de Maria Lamas (enquanto autora, editora, tradutora e fotógrafa) tenham sempre como fundo e intuito a luta pela visibilidade da condição feminina, pela igualdade e pelos direitos das mulheres, destacamos a produção e a edição de "As Mulheres do Meu País" (1948), obra de referência sobre a condição da mulher portuguesa na década de 1940.

Musealização da Central Hidroelétrica do Caldeirão – Torres Novas // Recolha de memórias e testemunhos dos trabalhadores

Uma das vertentes do trabalho que temos vindo a realizar para a musealização da central do Caldeirão é a recolha de testemunhos orais de antigos trabalhadores/as. Para fazermos a reconstituição dos processos de produção e das dinâmicas laborais temos procurado estabelecer os contactos possíveis com os trabalhadores da central que ainda nos podem contar as suas histórias dos tempos passados na Central. Chegámos aos nomes destas pessoas a partir dos dados existentes nos Livros de cadastro de Pessoal, patente no Arquivo Histórico Municipal de Torres Novas, parceiro essencial para esta etapa do trabalho museológico.

Sempre que Carlos Reis se encontrava longe do filho João Reis, escrevia-lhe (por regra) diariamente. Nessa correspondência falava das suas rotinas, das suas opiniões, do seu dia a dia, mas também do seu trabalho. Através dessa correspondência é possível sabermos mais sobre o processo criativo da sua produção artística: o tempo que demorava a produzir as pinturas, as hesitações, a dependência que tinha dos modelos que contratava por onde passava, ou a forma como o seu trabalho era condicionado pelo estado do tempo  «(…) não pintei hoje, porque o dia esteve escuríssimo (…)», carta dirigida a João Reis, datada de 2 de dezembro de 1933

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