Musealização da Central Hidroelétrica do Caldeirão – Torres Novas // Recolha de memórias e testemunhos dos trabalhadores

Continuamos com a recolha de mais testemunhos orais de trabalhadores/as para conhecermos melhor o funcionamento da central, e as dinâmicas laborais e sociais. Neste caso o registo do testemunho de um funcionário do piquete de eletricistas da central, o Sr. José António Carolino:

" Fui trabalhar para a Central do Almonda como aprendiz de eletricista e ajudante apenas com 13 anos, fui admitido em março de 1967. Comecei por ajudar os eletricistas mais velhos e acompanhá-los, fiz de tudo um pouco na parte elétrica, desde a parte da instalação, à reparação de avarias, e até reparação de eletrodomésticos, tive sempre o interesse e o gosto em querer aprender mais.

Musealização da Central Hidroelétrica do Caldeirão – Torres Novas // Recolha de memórias e testemunhos dos trabalhadores


Continuamos com a recolha de mais testemunhos orais de trabalhadores/as para conhecermos melhor o funcionamento da central, suas dinâmicas laborais e sociais. Desta vez, tivemos o grato prazer de conversar com Eduarda Silva que connosco partilhou as suas muitas memórias:

Musealização da Central Hidroelétrica do Caldeirão – Torres Novas // Recolha de memórias e testemunhos dos trabalhadores

Continuamos com a recolha de mais testemunhos orais de trabalhadores para conhecermos melhor o funcionamento da central e as dinâmicas laborais e sociais. Aqui fica o registo do testemunho do Sr. José Manuel Gaveta do piquete de eletricistas da Central:

“(...) Fui trabalhar para a central do Almonda em 1960, como aprendiz. Naquela época fazíamos tudo o que era preciso nos trabalhos de instalação e nas avarias. Eu era aprendiz de eletricista e o nosso encarregado geral era o Sr. José Alves. Uma das primeiras memórias que tenho dos tempos da central foi a eletrificação das aldeias na parte de iluminação pública, pois a rede particular foi feita numa segunda fase. Naquela época, a grande preocupação do patrão Sr. José Maria Tavares, era garantir a eletricidade às aldeias da linha de fronteira com outros concelhos para fazerem de charneira e não nos levarem a clientela, e essas foram as primeiras a serem eletrificadas. Eu fiz Brogueira, Alcorochel, Parceiros tudo por aí a dentro nesses vales e cabeços, Valhelhas, Chícharo... fazíamos tudo à unha. Sempre dois a dois fazíamos os buracos e levantávamos os postes, depois era subir os postes, e passar fio, metros e metros até fazermos as ruas das aldeias. Por exemplo, para transportar uma escada de 25m, sabe como se fazia? - Andávamos dois a dois com a escada no pescoço cada qual em sua bicicleta a segurar as pontas da escada... A ferramenta era pouca e as proteções também... As minhas ferramentas era um alicatezito e pouco mais.

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Procurando obter os testemunhos orais de trabalhadores, e assim conhecermos melhor as dinâmicas laborais da central, hoje foi a vez de ir ao encontro de um dos rostos que marcou a vida da Central e dos seus operários, o Sr. Carlos António Ribeiro, a quem agradecemos, e à sua família toda a disponibilidade de colaboração neste processo.
O Sr Carlos Ribeiro, de 84 anos foi admitido na Central em 1967, tendo entre outras funções, exercido a função de cobrador em todo o concelho de Torres Novas e foi na central que vivenciou, por cerca de aproximadamente 30 anos, toda a sua atividade profissional.

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