Seguindo a nova aposta do município em artistas emergentes, David Gonçalves apresenta-nos a sua obra, uma série de 23 fotografias, em que desenvolve uma crítica social e política perante um cenário constituído por ruínas e destroços, que instigam o visitante a mergulhar numa interpretação muito própria sobre a imagem com a qual é confrontado. 
Segundo o artista, Umbra descreve-se nas seguintes palavras: “cada imagem assemelha-se perigosamente a um disparo de arma, ninguém viu ou ouviu. um sussurro sobre a finitude, um segredo por revelar. a lembrança do tempo suspenso, existir sem ontem, sem amanhã. a proximidade da verdade traduz-se no exílio do olhar, vislumbrar o medo do homem e o abandono do mundo. atrasar a sombra no deslumbramento da ruína. nada há de sublime na queda. nenhum caminho de volta porque é preciso alcançar o ponto do qual não há retorno. entre a contemplação e a ação, a revelação das coisas corrompidas. a repetição do massacre num tempo impensável. nenhum lugar para o choro e o medo em todas as circunstâncias. fotografar para salvar aquilo que (ainda) irá morrer.”
Para além de fotógrafo e curador, David Gonçalves é doutorando em Ciências da Arte na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Conta com exposições coletivas no “Projecto shair” (2014 e 2015), no Festival Condomínio (2014) e na 5.ª Bienal de Arte Contemporânea de Dédale (2018), entre outras, e com exposições individuais no EKA Palace em Lisboa (2015), na Galeria Cossoul (2015) e no Espaço AZ (2018).

A exposição é inaugurada no próximo dia 16 de fevereiro, pelas 16 horas, e estará patente na galeria de exposições temporárias do Museu Municipal Carlos Reis até 14 de abril.
Horário: 3.ª a 6.ª feira – 9h-12h30 e 14h-17h30 
Sábados e domingos - 14h-17h30
Encerra às 2ªs feiras e feriados
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